Por Equipe Editorial CVD. Revisão jurídica: Calazans & Vieira Dias Advogados, OAB/SP. Publicado em: 19/10/2026 · Fontes verificadas até: 19/10/2026. Esta página é revisada quando houver fato novo.
Mais de 150 pessoas de diferentes estados afirmam ter investido na SportSure, empresa com endereço indicado em Maceió (AL), e não ter recebido os retornos prometidos. Segundo o portal Alagoas Acontece (06/10/2026), elas registraram em 5 de outubro de 2026, em Natal (RN), um boletim de ocorrência coletivo com notícia-crime. O prejuízo informado passa, de forma preliminar, de R$ 10 milhões. Até 19/10/2026, não localizamos inquérito policial, processo judicial ou alerta da CVM sobre o caso, e esta página não afirma que houve fraude, golpe ou crime.
Em resumo: investidores registraram em 05/10/2026, em Natal (RN), notícia-crime contra a SportSure, com endereço indicado em Maceió (AL), relatando retornos não pagos. Até 19/10/2026, não localizamos inquérito, processo ou alerta da CVM, e esta página não afirma que houve crime. Cada investidor está numa situação diferente, e algumas decisões tomadas agora, sem orientação, podem fazer diferença mais adiante.
Notícia-crime é a comunicação de um possível crime à autoridade policial, prevista no art. 5º, § 3º, do Código de Processo Penal. Ela não é acusação formal. Para quem investiu, porém, este é um momento que pede cuidado. Algumas decisões tomadas agora, sem orientação, podem fazer diferença mais adiante.
Neste artigo
- O que foi relatado pelos investidores
- O que ainda não se sabe, e por que isso importa para quem investiu
- Cada investidor está numa situação diferente
- Um prazo que pode estar correndo
- O que evitar fazer sozinho
- Da notícia-crime à decisão judicial
- Como buscar orientação
O que foi relatado pelos investidores
Segundo a reportagem, os investidores fizeram transferências em datas e valores variados para aplicar em negócios ou operações apresentados pela empresa. Depois, teriam tido dificuldade para receber os retornos e obter informações, e os canais de comunicação teriam sido interrompidos ou reduzidos.
O documento registrado em Natal pede que as autoridades identifiquem os responsáveis e outras pessoas físicas e jurídicas eventualmente envolvidas. Pede também a análise das contas que receberam os valores e a investigação do destino do dinheiro. O registro aponta um principal representante da empresa, cujo nome não é reproduzido aqui porque não há, até agora, confirmação em fonte oficial.
Os números citados são dos próprios comunicantes e foram informados como preliminares. A reportagem ressalta que as acusações são alegações dos investidores, que não constituem, por si só, conclusão de crime, e que a responsabilização depende de apuração pelas autoridades, com direito de defesa e contraditório.
O que ainda não se sabe, e por que isso importa para quem investiu
Não foram localizados a razão social e o CNPJ da empresa, o produto oferecido, a rentabilidade prometida, a delegacia responsável nem o número do registro. Também não localizamos manifestação pública da empresa. Se houver posicionamento, esta página será atualizada.
Essas lacunas não são detalhe. Sem saber qual pessoa jurídica recebeu o dinheiro, para quais contas ele foi e quem assinou o contrato, fica difícil saber contra quem e por qual caminho cada investidor pode agir. Há ainda sites e marcas com nomes parecidos com SportSure na internet, e não confirmamos se algum deles pertence à empresa citada. Nome parecido não significa mesma empresa nem mesma responsabilidade.
Cada investidor está numa situação diferente
Um registro coletivo reúne relatos, mas a situação de cada pessoa continua sendo própria. Fez a transferência para uma conta da empresa ou para a conta de uma pessoa? Assinou contrato, termo de adesão ou só conversou por mensagem? Recebeu algum retorno antes de os pagamentos pararem? O seu nome consta no registro feito em Natal, ou você ainda não comunicou o caso a nenhuma autoridade?
As respostas a essas perguntas mudam o que pode ser feito, por quem e em que ordem. Dois investidores com o mesmo valor aplicado podem ter caminhos bem diferentes, e é justamente esse ponto que a análise individual esclarece.
Um prazo que pode estar correndo
Em alguns crimes contra o patrimônio, como o estelionato, a investigação depende, em regra, de a vítima manifestar que quer a apuração, o que a lei chama de representação (art. 171, § 5º, do Código Penal). Esse direito tem prazo: seis meses, contados do dia em que a vítima fica sabendo quem é o autor do fato (art. 38 do Código de Processo Penal).
Este texto não afirma que houve estelionato nem qualquer outro crime no caso SportSure. O ponto é outro: em situações como esta, esperar pode ter consequência, e só a análise de documentos e datas de cada pessoa diz se e como essa regra se aplica.
O que evitar fazer sozinho
O momento depois de um investimento parar de pagar é também quando aparecem as ofertas fáceis. Desconfie de quem prometer “liberar” ou “recuperar” valores da SportSure mediante taxa, imposto ou depósito. É um golpe comum contra quem já perdeu dinheiro.
Se surgir proposta de acordo, renegociação ou termo de quitação, vinda da empresa ou de intermediários, não assine antes de entender do que está abrindo mão. Também não apague conversas, não saia de grupos onde a oferta foi feita e evite expor documentos e dados pessoais em grupos abertos. O que parece ajuda pode, mais tarde, enfraquecer a sua posição.
Da notícia-crime à decisão judicial
Um caso como este pode passar por várias fases, com pesos jurídicos diferentes. Se a polícia abrir inquérito, a investigação reúne provas. Se o Ministério Público entender que há elementos suficientes, oferece denúncia, a acusação formal. Só depois vêm a ação penal, a sentença e o trânsito em julgado, quando não cabe mais recurso. Até lá, vale a presunção de inocência, prevista no art. 5º, inciso LVII, da Constituição Federal.
Quando um contrato de investimento coletivo é oferecido ao público, ele pode ser tratado como valor mobiliário, sujeito à fiscalização da CVM, conforme o art. 2º, inciso IX, da Lei nº 6.385/1976. Como o produto da SportSure não foi identificado, ainda não é possível dizer se essa regra se aplica.
Como buscar orientação
Enquanto isso, guarde contrato, comprovantes de transferência e de Pix, extratos, conversas e as telas em que a oferta e a promessa de rendimento aparecem. Esse material é o ponto de partida de qualquer análise.
A CVD é um escritório de advocacia dedicado a investidores que perderam dinheiro em investimentos que pararam de pagar. Quem investiu na SportSure e tem dúvidas sobre a própria situação pode procurar a CVD para entender o que se aplica ao seu caso, com base nos seus documentos e datas. Cada situação é única, e não há resultado que possa ser antecipado.
Investiu na SportSure e tem dúvidas? Fale com a CVD.
Tire suas dúvidas com a equipe da CVD pelo WhatsApp
Aviso legal: este conteúdo tem caráter informativo e educativo, não constitui aconselhamento jurídico individualizado nem promessa de resultado e reflete os dados públicos disponíveis até 19/10/2026. Publicado em conformidade com o Provimento 205/2021 do Conselho Federal da OAB.
Fontes consultadas
Alagoas Acontece, “Mais de 150 investidores denunciam suposta fraude envolvendo empresa de Maceió; prejuízo passa de R$ 10 milhões” (06/10/2026). https://alagoasacontece.com/policial/mais-de-150-investidores-denunciam-suposta-fraude-envolvendo-empresa-de-maceio-prejuizo-passa-de-r-10-milhoes/
Presidência da República, “Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941” (Código de Processo Penal), arts. 5º, § 3º, e 38. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm
Presidência da República, “Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940” (Código Penal), art. 171, § 5º. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm
Presidência da República, “Constituição da República Federativa do Brasil de 1988”, art. 5º, LVII. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
Presidência da República, “Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976”, art. 2º, IX. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6385.htm
Conselho Federal da OAB, Provimento nº 205/2021. Consultas feitas em 19/10/2026.





