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Em maio de 2026, investidores da EQR começaram a relatar atraso no pagamento de rendimentos que, até abril, vinham sendo creditados normalmente desde novembro de 2025. Não houve comunicado prévio sobre a interrupção. Nas semanas seguintes, reclamações começaram a se multiplicar na internet e processos judiciais passaram a ser ajuizados contra o grupo.
O que viria depois foi uma sucessão de versões contraditórias, uma suposta “perda na base de dados”, uma “venda” para uma gestora americana sem rastro nos registros regulatórios e, ao final, a abertura de apuração formal pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Toda fraude financeira pode ser analisada a partir de três perguntas fundamentais: o que está sendo prometido, quem está prometendo e como o dinheiro é utilizado? No caso da EQR, as respostas merecem atenção.
A empresa, que se apresenta como uma “House de Real Assets” dedicada à originação e reposicionamento de ativos imobiliários, captava recursos de pessoas físicas por meio de contratos de mútuo, crowdfunding, securitização de direitos creditórios e debêntures. Um dos produtos oferecidos, o “CREQR Holding I”, prometia rentabilidade de até 30% ao ano com pagamento mensal — patamar que nenhuma gestora legítima sustenta por período prolongado sem atividade econômica capaz de gerá-lo.
A pergunta mais relevante, porém, é anterior a qualquer análise de rentabilidade: a operação tinha autorização do Banco Central ou da CVM para captar recursos do público? O próprio site institucional da empresa declara que não atua como instituição financeira nem realiza oferta de valores mobiliários — uma autodescrição que contrasta com a forma como os recursos eram efetivamente captados junto ao público em geral.
Documentos societários mostram uma sequência de mudanças nos meses anteriores ao agravamento da crise. O capital social declarado da holding, que por anos se manteve em R$ 40 mil, saltou para R$ 44,1 milhões em junho de 2025 e superou R$ 100 milhões menos de um ano depois — parte dele integralizada por ativos cuja liquidez é de difícil verificação. Em março de 2026, dias antes da emissão de debêntures de R$ 10 milhões, o controle da holding foi transferido para uma offshore registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, com um dos administradores brasileiros figurando como procurador da estrutura no país.
Levantamento processual identifica diversas ações já distribuídas contra a empresa e companhias ligadas ao grupo, com pedidos de tutela antecipada concedidos em mais de uma delas. As ações envolvem tanto investidores quanto fornecedores e ex-funcionários, em diferentes estados e ramos da Justiça — um padrão de litigância que tende a se intensificar.
Se você investiu na EQR e foi afetado pelo atraso nos pagamentos ou pela falta de retorno sobre o capital aplicado, alguns pontos merecem atenção:
Procure um advogado de sua confiança para conhecer seus direitos.
Reconhecido como uma das principais autoridades em fraude financeira no Brasil, Jorge Calazans e o escritório Calazans e Vieira Dias Advogados se destacam por sua defesa intransigente dos direitos dos investidores e na recuperação de ativos em casos complexos de fraudes, incluindo pirâmides financeiras e esquemas Ponzi.
Caso necessite de algum esclarecimento, ou conhecimento a respeito de algum caso que atuamos. Entre em contato conosco.
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Tire suas principais dúvidas sobre nossa atuação na defesa de vítimas de fraudes financeiras.
Atuamos em casos envolvendo pirâmides financeiras, falsas corretoras, esquemas de investimento, fraudes com criptoativos, bloqueio de saques, intermediação irregular e outras operações que possam ter causado prejuízo a investidores.
Cada caso precisa ser analisado individualmente. A atuação jurídica pode envolver identificação dos responsáveis, preservação de provas, rastreamento patrimonial e adoção das medidas judiciais cabíveis, sem qualquer promessa de resultado.
Contratos, comprovantes de transferência, extratos, conversas por WhatsApp, e-mails, prints da plataforma, materiais de divulgação e qualquer documento que demonstre o investimento realizado e a comunicação com os envolvidos.
Sim. O atendimento pode ser realizado de forma online, permitindo a análise do caso e o acompanhamento jurídico de vítimas localizadas em diferentes estados do país.
O prazo pode variar conforme a complexidade do caso, a quantidade de envolvidos, a existência de bens localizáveis, a fase processual e a estratégia jurídica adotada. Por isso, a análise técnica inicial é fundamental.