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Fianzo: o que se sabe sobre as reclamações de golpe na plataforma de Forex "gerida por IA"

Celular exibindo painel fictício de negociação e cédulas de Real, ilustrando golpe de investimento da Fianzo em Forex com falsa inteligência artificial

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Fianzo acumula 186 reclamações no Reclame Aqui por bloqueio de saque. Entenda o padrão relatado por investidores e o que fazer.

Nos últimos meses, cresceu o número de relatos de investidores que dizem não conseguir sacar valores aplicados na Fianzo, plataforma que se apresenta como corretora de operações automatizadas em Forex e CFD, supostamente geridas por inteligência artificial. Uma análise das reclamações públicas disponíveis mostra um padrão que se repete de forma independente entre dezenas de relatos, o que costuma ser um indício relevante em apurações desse tipo.

 

Até o momento, a Fianzo acumula 186 reclamações registradas no Reclame Aqui, nota de reputação de 1,8 em 10 e classificação “Não Recomendada” pela própria plataforma, com taxa de resolução de apenas 4,9% sobre o total de queixas. Este artigo reúne o que já se sabe publicamente sobre o caso e o que investidores afetados podem considerar como próximos passos.

 

Como a captação de clientes é relatada

 

Segundo os relatos reunidos, o primeiro contato costuma partir de anúncios em redes sociais ou de ligações não solicitadas. A abordagem apresenta uma aplicação supostamente “gerida por inteligência artificial”, com promessa de retornos consistentes em operações de Forex e CFD, mercado que a própria Comissão de Valores Mobiliários (CVM) classifica repetidamente como de alto risco de fraude quando ofertado por plataformas sem autorização para operar no Brasil.

Há relatos de bônus de boas-vindas oferecido logo no início (como um crédito de US$ 500 sobre um aporte de US$ 250), estratégia comum para reduzir a resistência inicial do investidor e incentivar novos aportes.

 

Em nenhuma apuração pública disponível até a publicação deste artigo foi localizado registro da Fianzo como corretora, distribuidora ou consultora de valores mobiliários autorizada a operar no Brasil.

 

O que se sabe sobre quem está por trás da Fianzo

 

O cadastro da empresa no Reclame Aqui apresenta um CNPJ inválido (“00000000000”), incompatível com o de uma instituição regularmente constituída. Não há endereço físico disponível para contato ou verificação, e alguns reclamantes relatam ter identificado que as ligações do atendimento partiam de estados diferentes, apesar do discurso comercial mencionar sede em São Paulo.

 

O recebimento dos valores aportados é processado por um intermediário terceirizado, a Pay Retailers/LocalPay do Brasil Serviços de Pagamentos. O mesmo processador de pagamentos também aparece associado a reclamações contra outra plataforma de investimento já apontada como suspeita, o que sugere um padrão de uso de processadoras terceirizadas como camada adicional entre o investidor e o destino final dos recursos.

 

O padrão de bloqueio relatado por quem tentou sacar

 

O ponto em comum entre a maior parte das reclamações analisadas está no momento do saque. Diversos relatos descrevem que, ao solicitar a retirada dos valores, o investidor é informado de que “a margem está baixa” e orientado a fazer um novo aporte para liberar o saldo já investido.

 

Em pelo menos um caso relatado, o investidor chegou a comprometer o limite do cartão de crédito (R$ 39.293,96, somados a R$ 27.043,00 já aportados anteriormente) sob a justificativa de recuperar valores supostamente em risco. Esse padrão, em que a vítima de um golpe é induzida a novos pagamentos sob promessa de reaver o prejuízo original, é conhecido como “golpe da recuperação” e costuma surgir na sequência de esquemas como o descrito aqui.

 

Também há relatos de cobrança de comissões para liberar o resgate de valores já exibidos como “lucro” no painel da plataforma, mecanismo que não existe em corretoras regularmente autorizadas, nas quais o resgate de valores não é condicionado a pagamento prévio. Nenhum dos relatos analisados apresenta extrato, nota de corretagem ou qualquer comprovação de execução real de ordens no mercado de câmbio ou CFD.

 

Um público que chama atenção entre as vítimas

 

Entre os relatos públicos identificados, há pelo menos dois casos envolvendo investidores idosos, incluindo uma vítima de 85 anos e outra com perda relatada de R$ 40.000,00. A presença expressiva desse público entre as reclamações levanta a hipótese de que o discurso comercial possa ter sido direcionado, ainda que de forma não comprovada nesta fase, a pessoas mais vulneráveis a esse tipo de abordagem.

 

Sinais de que a operação pode estar em fase final

 

Relatos recentes de dificuldade ou “sumiço” do atendimento costumam anteceder o encerramento de operações desse tipo. A combinação de reclamações crescentes, identidade societária não localizável e uso de processador de pagamentos terceirizado é um cenário que, em casos anteriores acompanhados pelo escritório, tende a se agravar rapidamente quanto mais tempo se passa sem qualquer medida formal de apuração ou responsabilização.

 

O que investidores que aportaram na Fianzo devem preservar

 

Para quem já investiu na plataforma e enfrenta dificuldade para sacar, alguns cuidados podem ser relevantes para uma eventual apuração formal:

 

Guardar todos os comprovantes bancários e de cartão de crédito referentes a cada aporte realizado. Fazer prints do painel ou aplicativo mostrando saldo, extratos e as mensagens que justificaram o bloqueio do saque, como alegações de “margem baixa”. Preservar conversas por WhatsApp, telefone (inclusive registros de chamada) e e-mail trocadas com representantes da plataforma. Manter uma cópia da reclamação registrada no Reclame Aqui e de eventual resposta recebida da empresa.

 

O que investidores devem considerar

 

Casos com as características aqui descritas, ausência de registro regulatório, identidade societária não verificável e bloqueio de saque condicionado a novos pagamentos, costumam configurar mais do que um simples descumprimento contratual. A análise de cada situação, no entanto, depende de detalhes específicos do caso concreto, incluindo valores aportados, forma de pagamento utilizada e documentação disponível.

 

Procure um advogado de sua confiança para conhecer seus direitos.

Dr. Jorge Calazans

Dr. Jorge Calazans

Reconhecido como uma das principais autoridades em fraude financeira no Brasil, Jorge Calazans e o escritório Calazans e Vieira Dias Advogados se destacam por sua defesa intransigente dos direitos dos investidores e na recuperação de ativos em casos complexos de fraudes, incluindo pirâmides financeiras e esquemas Ponzi.

Perguntas frequentes

Tire suas principais dúvidas sobre nossa atuação na defesa de vítimas de fraudes financeiras.

Atuamos em casos envolvendo pirâmides financeiras, falsas corretoras, esquemas de investimento, fraudes com criptoativos, bloqueio de saques, intermediação irregular e outras operações que possam ter causado prejuízo a investidores.

Cada caso precisa ser analisado individualmente. A atuação jurídica pode envolver identificação dos responsáveis, preservação de provas, rastreamento patrimonial e adoção das medidas judiciais cabíveis, sem qualquer promessa de resultado.

Contratos, comprovantes de transferência, extratos, conversas por WhatsApp, e-mails, prints da plataforma, materiais de divulgação e qualquer documento que demonstre o investimento realizado e a comunicação com os envolvidos.

Sim. O atendimento pode ser realizado de forma online, permitindo a análise do caso e o acompanhamento jurídico de vítimas localizadas em diferentes estados do país.

O prazo pode variar conforme a complexidade do caso, a quantidade de envolvidos, a existência de bens localizáveis, a fase processual e a estratégia jurídica adotada. Por isso, a análise técnica inicial é fundamental.

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NEOIN Construção: Possível fraude imobiliária e os caminhos jurídicos para os investidores lesados

A promessa de lucros expressivos em projetos imobiliários atraiu centenas de investidores para a empresa NEOIN Construção. Hoje, muitos desses investidores enfrentam a dura realidade de um possível esquema fraudulento, que comprometeu suas economias e abalou a confiança no setor de investimentos. O caso ganhou destaque após a suspensão dos pagamentos e a dificuldade de resgatar os valores aplicados — cenário que levanta sérios indícios de fraude financeira.

 

Essa situação expõe não apenas os riscos do mercado financeiro, mas também a vulnerabilidade do setor imobiliário a práticas ilegais. A análise da estrutura utilizada pela NEOIN revela indícios de que a captação de recursos foi realizada por meio de instrumentos como a Sociedade em Conta de Participação (SCP), que, embora prevista na legislação, pode ser utilizada de forma indevida para simular legalidade em esquemas de investimento coletivo sem a devida autorização dos órgãos reguladores.

 

Há indícios de que a empresa atuava sem registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou no Banco Central — o que, além de ilegal, coloca os investidores em posição de extrema exposição a riscos não declarados. Soma-se a isso a falta de clareza sobre o destino dos recursos captados. A inexistência de lastro nos empreendimentos prometidos e a possível utilização indevida dos valores levantam suspeitas de crimes financeiros mais graves, indo além de um simples insucesso empresarial.

 

Casos como o da NEOIN escancaram a linha tênue entre um empreendimento que fracassa e uma possível pirâmide financeira disfarçada. A análise aprofundada dos documentos, contratos e movimentações financeiras pode revelar a existência de uma estrutura montada com o objetivo de lesar os investidores.

 

O impacto humano causado por esse tipo de fraude imobiliária é profundo. Atrás de cada contrato estão famílias que perderam economias de uma vida inteira, sonhos interrompidos e o trauma emocional provocado pela quebra de confiança. A dor vai além da perda patrimonial: atinge a estabilidade emocional e abala a fé nas instituições e no mercado.

 

Diante desse cenário, a atuação jurídica torna-se indispensável. Casos como o da NEOIN exigem uma abordagem combinada nas esferas cível e penal. A responsabilização criminal dos envolvidos é essencial para o bloqueio de bens, rastreamento patrimonial (“follow the money”) e aplicação de medidas urgentes que evitem a dissipação do patrimônio. Muitas vezes, limitar-se à via cível é ineficaz se os bens já tiverem sido ocultados.

 

Esse episódio também reforça a importância da prevenção. Investidores devem, sempre que possível, verificar o registro de empresas junto à CVM e ao Banco Central, desconfiar de promessas de retornos fora da realidade do mercado e consultar um advogado especializado antes de firmar contratos complexos.

 

A situação envolvendo a NEOIN evidencia a necessidade de maior rigor na fiscalização de ofertas de investimento e de um esforço contínuo para fortalecer a educação financeira da população. Golpes sofisticados continuam a ocorrer enquanto houver um público desinformado — e um ambiente permissivo pela falta de regulação eficaz.

Para quem foi vítima de fraudes como essa, o caminho jurídico é essencial para buscar indenização, responsabilização dos envolvidos e recuperação dos valores perdidos. Embora seja um processo complexo e, muitas vezes, longo, é também um instrumento de justiça e de desestímulo à repetição desse tipo de crime contra investidores.

Dr. Jorge Calazans

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Reconhecido como uma das principais autoridades em fraude financeira no Brasil, Jorge Calazans e o escritório Calazans e Vieira Dias Advogados se destacam por sua defesa intransigente dos direitos dos investidores e na recuperação de ativos em casos complexos de fraudes, incluindo pirâmides financeiras e esquemas Ponzi.

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