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PF investiga Paulo Guedes e o dono da OnilX: perguntas e respostas sobre o inquérito, segundo o Metrópoles

Homem de terno e óculos falando ao microfone em uma reunião, imagem ilustrativa do artigo sobre o inquérito da Polícia Federal envolvendo a OnilX
Segundo o Metrópoles, a PF apura crimes contra o Sistema Financeiro Nacional em inquérito sigiloso sobre a OnilX. Fatos com fonte e data.

Por Equipe Editorial CVD. Revisão jurídica: Calazans & Vieira Dias Advogados, OAB/SP. Publicado em: 29/10/2026 · Fontes verificadas até: 29/10/2026 · Última atualização: 29/10/2026. Esta página é revisada quando houver fato novo.

Segundo a coluna de Tácio Lorran no Metrópoles, publicada em 29/10/2026, a Polícia Federal investiga o ex-ministro da Economia Paulo Guedes e o empresário Fábio Lino de Almeida, apontado como dono da OnilX, por suspeita de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (Lei nº 7.492/1986). O inquérito foi autuado em 10/02/2026 na 9ª Vara Federal de Curitiba, tramita sob sigilo e, conforme a reportagem, teve despacho e intimações em 21/09/2026 e novas petições e diligências em outubro.

Esta página atribui cada dado ao Metrópoles, que é a fonte da informação, e separa o que é reportagem do que é decisão de órgão oficial. A CVD não teve acesso aos autos, que correm sob sigilo. OnilX é nome de marca de um grupo de empresas, e a CVM já havia decidido sobre o grupo em 2026 (alerta da CVM, 14/01/2026).

Ficha do caso

Empresa citadaOnilX (grupo Onil). Marca de um grupo com várias pessoas jurídicas, a empresa por trás da plataforma consta na Receita Federal como ACTIVOSX ONIL EXCHANGE INTERNACIONAL S/A, CNPJ 45.213.963/0001-01 (nome fantasia ONIL X)
Investigados, segundo o MetrópolesPaulo Guedes e Fábio Lino de Almeida, apontado como dono da OnilX
InquéritoCriminal, autuado em 10/02/2026 na 9ª Vara Federal de Curitiba (Justiça Federal do Paraná), sob sigilo. Número do processo não informado
ÓrgãosPolícia Federal no Paraná, com participação do Ministério Público Federal
Suspeita investigadaCrimes contra o Sistema Financeiro Nacional (Lei nº 7.492/1986)
Andamento informadoDespacho judicial e intimações em 21/09/2026. Novas petições e diligências da PF em outubro
Posição dos citadosA defesa não respondeu à coluna. A OnilX nega as acusações e diz atuar regularmente no mercado de ativos virtuais
Decisões da CVM12/01/2026 (Ato Declaratório nº 24.680) e 17/04/2026 (esclarecimento), em esfera administrativa
Denúncia ou decisão judicial de méritoNenhuma localizada nas fontes consultadas até 29/10/2026
Última verificação29/10/2026

Neste artigo

Resumo em quatro respostas · O que o Metrópoles informou? · Quem são os investigados e qual crime é apurado? · O que é um inquérito e o que vem depois? · O que a defesa e a OnilX dizem? · O que a CVM decidiu? · O que muda para quem investiu? · Como a CVD pode atuar? · O que evitar agora? · O que levar para a análise? · Perguntas: o inquérito · Perguntas: a OnilX e a CVM · Perguntas: quem investiu · Como esta página é atualizada

Resumo em quatro respostas

O que aconteceu? O Metrópoles informou em 29/10/2026 que a Polícia Federal investiga Paulo Guedes e Fábio Lino de Almeida, apontado como dono da OnilX, por suspeita de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Em que estágio está? Inquérito em andamento, autuado em 10/02/2026 na 9ª Vara Federal de Curitiba e sob sigilo. Não há denúncia nem decisão judicial de mérito nas fontes consultadas.

O que dizem os citados? A defesa não respondeu à coluna, e a OnilX nega as acusações.

E quem investiu? O caminho de cada investidor depende de contrato, provas e datas. A CVD analisa o caso individualmente, sem promessa de prazo ou de resultado.

O que o Metrópoles informou?

A reportagem, publicada em 29/10/2026 na coluna de Tácio Lorran, diz que o inquérito foi autuado em 10/02/2026 na 9ª Vara Federal de Curitiba, é classificado como criminal e está sob sigilo. A investigação está com a Polícia Federal no Paraná, com participação do Ministério Público Federal. O texto não informa o número do processo.

Sobre o andamento, a coluna relata que, em 21/09/2026, houve despacho judicial e intimações a Fábio Lino de Almeida, à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal. Em outubro, teriam sido registradas novas petições e diligências policiais (Metrópoles, 29/10/2026).

Quem são os investigados e qual crime é apurado?

Segundo o Metrópoles, os investigados são o ex-ministro da Economia Paulo Guedes e o empresário Fábio Lino de Almeida, dono da OnilX. A suspeita é de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, previstos na Lei nº 7.492/1986, conhecida como a lei dos crimes contra o sistema financeiro. A reportagem não detalha qual conduta é atribuída a cada um.

A CVD reproduz o que a reportagem publicou, com atribuição ao veículo. Os nomes constam do texto do Metrópoles, e a informação não foi confirmada em fonte oficial porque o processo corre sob sigilo.

O que é um inquérito e o que vem depois?

Inquérito policial é a fase em que a polícia reúne informações sobre um fato, por meio de depoimentos, documentos e outras diligências. Ao fim, o Ministério Público, que é quem acusa formalmente, decide se apresenta denúncia, se pede novas diligências ou se pede o arquivamento. Só a denúncia aceita pela Justiça abre uma ação penal. Nas fontes consultadas até 29/10/2026, não há denúncia sobre a OnilX.

O que a defesa e a OnilX dizem?

Segundo o Metrópoles, a defesa de Paulo Guedes, que também atua para Fábio Lino de Almeida, não respondeu aos contatos da coluna. A OnilX nega as acusações e afirma que atua regularmente no mercado de ativos virtuais. São afirmações dos citados, registradas pela reportagem, e a CVD não as verificou.

O que a CVM decidiu?

A CVM atua em esfera administrativa e não participa do inquérito. Em 12/01/2026, o Ato Declaratório nº 24.680 mandou o grupo interromper a oferta pública de intermediação de valores mobiliários (CVM, 14/01/2026). Em 17/04/2026, a CVM esclareceu que a medida não proíbe a negociação comum de criptoativos, e que o grupo segue sem autorização para valores mobiliários (CVM, 17/04/2026). São decisões administrativas, e não decisões do Poder Judiciário.

O que muda para quem investiu?

O inquérito apura condutas de pessoas e não decide, sozinho, se o investidor recebe valores. O que cada pessoa pode fazer depende do contrato, do que foi informado na época, das provas e das datas do seu caso. Dois investidores com o mesmo valor aplicado podem ter caminhos diferentes, e é a análise individual que esclarece isso.

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Como a CVD pode atuar?

A análise começa por um diagnóstico do caso: a CVD examina o contrato, os comprovantes e o caminho do dinheiro para entender o que de fato aconteceu. Daí saem os caminhos que cabem, e a CVD avalia, quando cabível, três frentes ao mesmo tempo.

Na frente penal, a CVD acompanha o inquérito e avalia medidas para alcançar bens ligados ao proveito de eventual crime. O Código Penal ressalva o direito do lesado nessa hipótese (art. 91, inciso II, alínea b). Na frente civil, avalia ações para buscar o patrimônio de quem captou o dinheiro, inclusive com a desconsideração da personalidade jurídica. Na frente coletiva, avalia ação coletiva quando há grupo de investidores.

A CVD não promete prazo, valor ou resultado. Cada caminho depende das provas e das decisões do Judiciário.

O que evitar agora?

Antes de pagar qualquer taxa para liberar valores, ou de assinar acordo, termo ou quitação, fale com a CVD. Quem cobra taxa antecipada ou garante a recuperação do dinheiro merece desconfiança, porque ninguém pode garantir resultado nem prazo. Não apague conversas, e-mails nem comunicados, e evite expor documentos em grupos abertos.

O que levar para a análise?

Leve para a CVD o contrato ou os termos aceitos, os comprovantes de depósito e de transferência, os extratos, o histórico de saques, e-mails, mensagens, capturas de tela da plataforma e os protocolos de reclamação. Esse material é o ponto de partida do diagnóstico.

Investiu na OnilX? Leve o seu caso para a CVD analisar. A CVD acompanha este caso e atualiza esta página quando houver fato novo, decisão ou posicionamento dos citados. Procure um advogado de sua confiança para conhecer seus direitos. Cada situação é única, e não há resultado que possa ser antecipado.

Perguntas: o inquérito

O que é o inquérito da PF sobre a OnilX?

Segundo o Metrópoles (29/10/2026), é um inquérito criminal autuado em 10/02/2026 na 9ª Vara Federal de Curitiba, que tramita sob sigilo, conduzido pela Polícia Federal no Paraná com participação do Ministério Público Federal. A suspeita é de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Quem a Polícia Federal investiga, segundo a reportagem?

Segundo o Metrópoles, o ex-ministro da Economia Paulo Guedes e o empresário Fábio Lino de Almeida, apontado como dono da OnilX. A informação é da reportagem, e a CVD não teve acesso aos autos.

Qual crime é investigado?

A reportagem informa suspeita de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, previstos na Lei nº 7.492/1986. O Metrópoles não informa qual conduta é atribuída a cada investigado.

O que é um inquérito policial e o que vem depois dele?

Inquérito policial é a fase em que a polícia reúne informações sobre um fato. Ao fim, o Ministério Público decide se apresenta denúncia, se pede novas diligências ou se pede o arquivamento. Só a denúncia aceita pela Justiça abre uma ação penal.

Existe denúncia ou decisão judicial de mérito sobre a OnilX?

Nas fontes consultadas até 29/10/2026, não. A reportagem descreve um inquérito em andamento, com despacho e intimações em 21/09/2026 e novas petições e diligências em outubro.

Perguntas: a OnilX e a CVM

O que a OnilX e a defesa dizem?

Segundo o Metrópoles, a defesa de Paulo Guedes, que também atua para Fábio Lino, não respondeu aos contatos da coluna. A OnilX nega as acusações e afirma que atua regularmente no mercado de ativos virtuais. Essas são afirmações dos citados e não foram verificadas pela CVD.

O que a CVM decidiu sobre a OnilX?

Em 12/01/2026, a CVM, por meio do Ato Declaratório nº 24.680, mandou o grupo interromper a oferta pública de intermediação de valores mobiliários. Em 17/04/2026, esclareceu que a medida não alcança a negociação comum de criptoativos. São decisões administrativas, sem relação direta com o inquérito criminal.

A OnilX é uma empresa só?

Não. OnilX é nome de marca de um grupo com várias pessoas jurídicas. Em consulta a bases públicas de CNPJ, a empresa por trás da plataforma OnilX consta como ACTIVOSX ONIL EXCHANGE INTERNACIONAL S/A, CNPJ 45.213.963/0001-01, com sede em Curitiba (PR). Dado conferido na base aberta de CNPJ da Receita Federal em 29/10/2026 (situação cadastral: ativa). Ao tratar de um fato específico, é preciso identificar a empresa e o CNPJ corretos antes de atribuí-lo.

Perguntas: quem investiu

O inquérito muda a situação de quem investiu na OnilX?

O inquérito apura condutas de pessoas e não decide, sozinho, se o investidor recebe valores. O que cada investidor pode fazer depende do contrato, das provas e das datas do seu caso, e isso exige análise individual.

O que a CVD faz num caso como este?

A análise começa por um diagnóstico: contrato, comprovantes e o caminho do dinheiro. Depois, quando cabível, a CVD avalia as frentes penal, civil e coletiva. Não há promessa de prazo ou de resultado.

O que levar para a CVD analisar?

Contrato ou termos aceitos, comprovantes de depósito e transferência, extratos, histórico de saques, e-mails, mensagens e protocolos de reclamação. Não apague conversas.

Devo pagar taxa para liberar valores ou assinar acordo?

Antes de pagar qualquer taxa para liberar valores, ou de assinar acordo ou quitação, fale com a CVD. Quem cobra taxa antecipada ou garante recuperação de valores merece desconfiança, porque ninguém pode garantir resultado nem prazo.

Como esta página é atualizada

A CVD revisa esta página quando surgem fatos novos, como decisão judicial, denúncia, nota dos citados, novo ato da CVM ou nova reportagem. Cada revisão altera a data de última atualização no topo e é registrada abaixo.

DataO que mudou
29/10/2026Publicação. Reportagem do Metrópoles de 29/10/2026 e atos da CVM de 12/01 e 17/04/2026. Fontes verificadas até 29/10/2026.

Aviso legal: este conteúdo tem caráter informativo e educativo, não constitui aconselhamento jurídico individualizado nem promessa de resultado e reflete os dados públicos disponíveis até 29/10/2026. Publicado em conformidade com o Provimento 205/2021 do Conselho Federal da OAB.

Leia também: OnilX: inquérito da Polícia Federal, decisões da CVM e o que o investidor deve fazer.

Fontes consultadas

Metrópoles, coluna de Tácio Lorran, “PF investiga Paulo Guedes por crime contra o sistema financeiro” (29/10/2026). https://www.metropoles.com/colunas/tacio-lorran/pf-investiga-paulo-guedes-por-crime-contra-o-sistema-financeiro

CVM, “CVM alerta para atuação irregular do grupo Onil ou OnilX” (14/01/2026). https://www.gov.br/cvm/pt-br/assuntos/noticias/2026/cvm-alerta-para-atuacao-irregular-do-grupo-onil-ou-onilx

CVM, “CVM ajusta termos do Ato Declaratório sobre o grupo OnilX” (17/04/2026). https://www.gov.br/cvm/pt-br/assuntos/noticias/2026/cvm-ajusta-termos-do-ato-declaratorio-sobre-o-grupo-onilx

Lei nº 7.492, de 16 de junho de 1986 (crimes contra o Sistema Financeiro Nacional). https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7492.htm

Consultas feitas em 29/10/2026.

Dr. Jorge Calazans
Dr. Jorge Calazans

Jorge Calazans é advogado especializado na defesa de investidores vítimas de fraude, sócio do escritório Calazans e Vieira Dias Advogados e autor do livro A Arquitetura da Fraude em Investimentos — Método Estrutural: Anatomia, Identificação e Desmonte, publicado pela Editora JusPodivm.

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Perguntas frequentes

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O prazo pode variar conforme a complexidade do caso, a quantidade de envolvidos, a existência de bens localizáveis, a fase processual e a estratégia jurídica adotada. Por isso, a análise técnica inicial é fundamental.